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O que é o Mal

Gostaria de iniciar reafirmando que, este texto não pretende ser uma síntese do pensamento do autor do livro, pode até ser ou até mesmo um recorte, mas apenas meu entendimento sobre o texto que por sua grande relevância em minha vida pretendo compartilhar.
                    Em seu livro Cristianismo puro e Simples, C S Lewis no segundo capítulo intitulado "O que os Cristão Creem", defende a ideia de que o mal é a corrupção do bem, ou podemos compara-lo a um parasita (parasitas são seres que vivem em associação com outros dos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente prejudicando o seres ao qual estão associados, ou seja, de seu hospedeiro) nunca original.
                             A bondade é, por assim dizer, ela mesma; a maldade não passa de bondade corrompida. Pode-se chegar a dizer que uma pessoa faz a maldade de um modo geral na procura de fazer o bem para si, ou pode-se dizer que a maldade é apenas a procura de algum bem de forma errada.
                       O autor fala em duas grandes divisões entre as pessoas que acreditam em algum Deus ou deuses e outras que não acreditam; entre estas que acreditam em algum tipo de Deus ou deuses ele propõe duas alternativas:
  • Panteísta – Deus esta além do bem e do mal, não existe coisas boas ou ruins tudo depende do ponto de vista, tudo o que esta no universo é parte de Deus, se estas partes não existirem Deus não existe.
  • Deus é bom e Justo – nesta ideia Deus é bom e justo de forma absoluta, ele toma um partido a favor do que é bom e justo, Deus criou o mundo como um artista cria a sua obra, se sua obra for destruída o artista não morrerá, nesta encontramos o que procede da mente do artista.
                         O autor procura então responder a pergunta: se foi um Deus bom quem fez o mundo, como é que o mundo se corrompeu?
                      Só diremos que algo esta torto se tivermos uma ideia do que seja o reto, só falamos em claridade porque temos a escuridão, portanto como cristão acreditamos (Gn1:31) que o mundo é bom e que se corrompeu em boa parte, mas que continua a manter viva a memória do que deveria ter sido. O poder das trevas foi criado por Deus, que era bom quando foi criado, e se corrompeu. Estamos em guerra civil (guerra civil é a querra dos suditos contra o soberano, ou seja existe um poder instituido e os suditos se revoltam contra este poder), não é uma guerra entre poderes independentes, é uma rebelião e estamos na região ocupada pelos rebeldes.


O que é Fé

Neste texto procurarei socializar meu entendimento sobre o livro “Dinâmica da fé de Paul Tillich”, como disse anteriormente, este contribuiu para amenizar minha inquietação sobre o tema. Neste livro o autor aprofunda no assunto,  o que não farei, o livro possui aproximadamente 100paginas. Este texto será composto de três partes: Conceito sobre fé; explicação sobre as preocupações espirituais e a importância de distinguir o incondicional e por fim o que não é fé.
Fé é estar possuído por aquilo que nos toca de forma incondicional, em outras palavras fé é estar integralmente tomado por algo maior do que tudo, algo absoluto e supremo. Só seremos tomados de forma incondicional e/ou integralmente por aquilo que consideramos importante, que valorizamos acima de tudo.(Lc12:34). Importante destacar que conceituar fé requer um exame pessoal em busca de descobrirmos o que efetivamente consideramos como mais importante, como o incondicional; e um exame sobre este objeto que consideramos mais importante, este que consideramos como incondicional para verificarmos seu caráter de incondicionalidade  
Se estivermos procurando conceituar nossa fé é fundamental que em nosso exame pessoal tenhamos em mente que o homem tem preocupações Espirituais, ou seja, preocupações com aquilo que está além do material, que podem ser: preocupações estéticas quando vamos comprar uma roupa não estamos apenas preocupados em nos cobrir, que poderíamos dizer ser este o aspecto material, nossa preocupação vai além, queremos uma roupa que seja bela, poderíamos dizer ser este o aspecto espiritual da questão, aquilo que vai além do material; preocupações sociais, pertencer ao lugar não é suficiente queremos ascender de classe, o próprio conceito de classe já pré supõe uma preocupação com status, que é além do material; preocupações políticas, esta ligada a nossa relação de poder; cognitivo tem relação com conhecimento. Estas preocupações podem ser elevadas como uma preocupação suprema reivindicando para si uma incondicionalidade que ela não tem, aí reside a importância de examinarmos o objeto onde dirigimos nossa fé é importante distinguirmos o que é verdadeiramente incondicional (infinito) e o que é finito.

O exame da nossa fé (1Co11:31) é importante para distinguir o que é realmente incondicional daquilo que reivindica para si o caráter de incondicional, mas que na verdade é apenas provisório, passageiro e finito. Quem é Deus? O que é Deus? O elemento do incondicional, a preocupação suprema. Isto determina o caráter do divino.

Por último algumas distorções sobre a fé: ato do conhecimento – acreditar que certas informações estão corretas, por exemplo, acelerar o carro e acreditar que os freios funcionam bem como esta no manual do carro; ato da vontade – quantas pessoas têm vontade de emagrecer gostariam de começar o regime na semana seguinte, gostariam de parar de fumar ou deixar de comer aquele chocolatinho e não conseguem a certeza da fé não pode ser gerada por algo tão inconstante como nossa vontade; como sentimento – a fé tem conteúdo concreto e é bem direcionada, para tanto ela necessita da verdade e de entrega, estar convencido de que o dentista é bom, não elimina o pânico que muitas pessoas sentem quando sentam na cadeira.


O que é Arrependimento


Socializando meu entendimento sobre o capitulo “O penitente perfeito”. C.S.Lewis. Cristianismo puro e simples.Martins Fontes.
Nós somos uma obra inacabada; fomos criados para estarmos com Deus e através desta comunhão, poder adquirir os atributos (qualidades) comunicáveis de Deus que faz de nós homens de verdade.
·         Pureza Moral: Santo; Retidão; Justiça;
·         Integridade: Genuinidade; Veracidade; Fidelidade;
·         Amor: Benevolência; graça; misericórdia; paciência
Só que nós nos metemos em uma encrenca orgulhosos de sermos a imagem de Deus resolvemos ocupar o lugar de Deus e nos revoltamos contra Ele, e desde então a humanidade vem destruindo a si e tudo que no mundo há, toda a criação.

Em que tipo de encrenca se meteu o Homem?
Tentou viver por conta própria, agir como se pertencesse a si mesmo. O homem decaído não é simplesmente uma criatura imperfeita que precise aperfeiçoar-se: é um rebelde que tem que depor as armas, ou seja, não está longe de Deus por ser imperfeito, mas por uma rebeldia positiva da sua vontade Mt.11:12; Rm.7:23,25 não quis obedecer a Deus.

Depor as armas, render-se, pedir perdão, perceber que preferimos o caminho errado e dispor-nos para recomeçar a vida a partir do zero – nascer de novo Jo.3:3ss -  essa é única maneira de sairmos da encrenca. Isso é arrependimento.
E é aqui que reside a nossa dificuldade: Quanto piores somos, mais precisamos de arrependimento e menos capazes somos de alcança-lo. Para arrepender-se perfeitamente, uma pessoa teria de ser perfeita – e justamente essa pessoa não teria necessidade de arrepender-se.

Precisamos nos arrepender para voltarmos para Deus! Como faze-lo? Precisamos de ajuda. Onde havemos de procurar ajuda, se não nAquele que é mais forte do que nós?
Mas como Deus poderia nos ajudar em algo que não existe em sua natureza, o que nós precisamos é de nos arrepender;  como Deus poderia nos ajudar nisso se não há em Deus nada que se assemelhe a  “arrependimento, arrependimento é:
render-se Fp.2:5,7 ( depor as armas, entregar-se sem resistência)
sofrer Is.53:3,5( as dores da injustiça, desamor, egoísmo, desunião, solidão, etc. Mt.6:12),
submeter Fp.2:8 Jo.4:34; 6:38 ( ficar subordinado à algo ou alguém), 
morrer Jo. 3:3ss; Rm.6:8; 1Co.15:22 ( extinguir-se, findar-se).

Portanto, você e eu só poderemos passar pelo processo do arrependimento se Deus o levar a cabo em nós; e Deus só pode levá-lo a cabo tornando-se homem. As nossas tentativas de sofrer essa espécie de morte só terá êxito se compartilharmos a morte de Deus, da mesma forma que o nosso raciocínio só tem êxito por ser uma gota que provém do oceano da inteligência divina. Mas não poderemos compartilhar a morte de Deus a não ser que Deus morra, e Ele não poderá morrer a não ser que se faça homem.
Este é o sentido em que Ele pagou nossa divida, este é o sentido em que sofreu por nós tudo aquilo que como Deus não era necessário que sofresse.

Arrepender-se significa: render-se, sofrer, submeter e morrer. O arrependimento, é apenas uma descrição do que significa o nosso retorno a Ele. Mas a mesma maldade que exige de nós que nos arrependamos torna-nos absolutamente incapazes de faze-lo.
Arrepender-se, portanto, não é nenhuma brincadeira. É muito mais penoso do que humilhar-se. Significa desaprender todos os hábitos de amor próprio e de vontade própria em que nos fomos exercitando coletivamente ao longo de milhares de anos. Significa matar uma parte de nós mesmos, sofrer uma espécie de morte.


Um Chamado para a Maturidade


Jo15:1,17 Um chamado para a maturidade Ao nascermos espiritualmente (conversão) devemos ser como crianças, somos menores devemos ser tratados como tal, somos heterônomos. Mas esta deve ser uma condição inicial não permanente, devemos crescer sermos maduros autônomos, caso contrario corremos o risco de não caminharmos para a estatura de Cristo.
Autônomo – independente – é uma pessoa que entende o significado da norma, vendo que é boa, ela toma como sua e segue. É capaz de seguir as normas por si mesmo. Isto é maturidade;
Heterônomo – dependente – é uma pessoa que não entende o significado da norma, ela até segue a norma, mas precisa de alguém tomando conta. Não é capaz de seguir as normas por si mesmo. Isto é imaturidade
João 15 é um chamado para a maturidade Jo.15:4 “...Venham morar em mim, como eu moro em vocês. Jo.15:5,8 “...Quando vocês estiverem unidos a mim e eu a vocês, num relacionamento intimo e orgânico, não imaginam que colheita terão...”...Mas, se vocês estão em mim e minhas palavras estão em vocês, estejam certos de que suas petições serão atendidas. É desta maneira que meu Pai demonstra quem ele é: quando vocês produzem frutos, quando demonstraram maturidade como meus discípulos. Jo.15:15 Não os chamo de empregados, porque os empregados não entendem o que o patrão pensa ou planeja.... 
Jesus é a palavra de Deus, a norma de Deus para a vida do homem, o amadurecimento do cristão passa necessariamente pela compreensão da palavra de Deus, somente assim ela poderá tornar-se  efetivamente sua, e assim Jesus (a palavra) estará dentro dele. Somente o cristão maduro poderá dizer não sou eu mais quem vive mas cristo vive em mim.


A Natureza de Deus – A Obra de Deus na Vida do Homem

A Natureza de Deus – A Obra de Deus na Vida do Homem
O que Deus pode quer fazer por nós

                       As qualidades de Deus Comunicáveis são aquelas qualidades que podem, em certa medida, ser transmitidos às Suas criaturas racionais e morais, a transmissão dos atributos comunicáveis de Deus a suas criaturas através da abertura de deus para nós e de nós para com Deus, leva-nos a adquirir as qualidades abaixo elencadas:

·         Socialmente – relacionamento com o próximo – o meu relacionamento com as coisas e as pessoas se dá através da: santidade, retidão e justiça.
·         Santo – O significado de Santidade em seus dois sentidos de negação “se afastar de, se separar de“ – em um sentido de negação a um determinado elemento. Em seu sentido positivo “Se dedicar a, praticar tal coisa”. Santidade requer resistir a impulsos egoístas, aos instintos mais ferozes e se propor a servir aos outros e valorizar o ser humano como imagem e semelhança de Deus.
A santidade é o caráter e a atividade de Deus, O Senhor que vos santifica”.( Lv.20:8); (Lv.19:2; Mt.5:48; 1Pe.2:9).

·         Retidão – Atuar segundo a própria essência, é viver aquilo que professamos, seus atos devem estar de acordo com o que proclamamos.
A retidão de Deus significa, acima de tudo, que a lei de Deus, sendo expressão fiel de sua natureza, é tão perfeita quanto ele ( Gn.18:25; Sl.19:7,9; 1Jo.2:4,6). 

·         Justiça – esta diretamente ligada a relação de poder (capacidade de cada ser, seus dons  talentos)  entre os seres envolvidos. É na justiça que o poder de ser de cada ser humano se realiza. Se em uma relação alguém deixar de exercer seu poder de ser a justiça não esta manifesta.
Precisamos tratar os outros e nos tratar com justiça e imparcialidade ( Am.5:21, 24; Tg.2:9) 

·         Pessoalidade – relacionamento comigo mesmo – o relacionamento consigo mesmo se dá através da: genuinidade, veracidade e fiel.
·         Genuinidade – sem mistura nem alteração, puro, autentico, original, único; não é uma imitação, procura em Deus o desenvolvimento do seu ser, e não em outros, é bom ter pessoas que nos inspiram, mas quem sou e devo ser esta revelado na minha relação com Deus.
Deus não apenas parece incorporar as qualidades que estamos examinando. Ele é de fato esses atributos. Deus é real; não é fabricado, não é construído nem imitação ( Jr.10:10);  

·         Veracidade – ser verdadeiro tanto no que afirma formalmente quanto no que deixa implícito. As coisas devem ser vistas e apresentadas como realmente são.
Um Deus da verdade é mais bem servido pela apresentação da verdade. ( 2Co. 4:2; Jo.14:6). 

·         Fiel – cumprir o que prometeu, não se deve dar a palavra impensadamente, uma vez dada é dever permanecer fiel a ela, deve manter não apenas as promessas feitas a Deus mas também as promessas feitas a seus companheiros humanos
O Senhor comprova sua fidelidade ao cumprir as suas promessas. ( Dt.7:9; Js.23:14; Js.9:16,21; Mt.5:37). 

·         Amor – é unir o que está separado. A reunião pressupõe separação daquilo que estava essencialmente junto. É impossível unir aquilo que esta, em sua essência, separado. O amor não pode ser descrito como a união do estranho, mas como a reunião do separado. Separado pressupõe unidade original. (Jo.3:16; Rm.5:1; Rm.3:21,24)
Não existem tipos de amor, mas qualificações de amor, visto que as diferentes qualificações estão presentes, pela eficiência ou deficiência, em cada ato de amor. 

·         Amor e a Justiça de Deus. Um ponto de tensão? – se partirmos da pressuposição de que Deus é um ser integrado e os atributos divinos são harmoniosos, definiremos um atributo de acordo com o outro.
O Amor procura unir o que esta separado, a justiça quer que o homem seja pleno em seu poder de ser homem. (Rm.8:29). 

Conclusão: Mq.4:5 Por isso seguiremos o Senhor nosso Deus para sempre, mesmo que todas as nações que nos rodeiam adorem ídolos!

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